São Paulo, sábado, 18 de novembro de 2017 - 07:23.

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UFF cria Escola de Inclusão para preparar futuros profissionais no trato com as diferenças.


A Escola de Inclusão funciona como uma disciplina de 60 horas, e a ideia é que seja oferecida no meio do ano, de forma intensiva, com aulas de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, para que, durante a Agenda Acadêmica, os licenciandos já possam repassar esses conhecimentos aos professores da rede municipal de ensino e aos educadores não-formais, de museus, ONGs e casas de cultura, num efeito multiplicador.

São oferecidas três vagas para cada licenciatura, num total de 60, e a expectativa da coordenadora do projeto, professora Cristina Delou, doutora em Educação, é que esses alunos, futuros professores da quinta série ao terceiro ano do segundo grau, consigam passar os conhecimentos com entusiasmo para os professores, que serão transformados em seus "alunos", durante a Agenda Acadêmica, que ocorre de 19 a 23 de outubro.

O curso introduz, inclusive, o conceito de empreendedorismo, incentivando os estudantes a buscar inovações, sem ficar esperando da escola, onde eventualmente forem lecionar, soluções prontas, a fim de que eles tenham inventividade e segurança para propor.

Nesta primeira versão da Escola Inclusiva, os alunos foram divididos em três grupos, colocados em três salas diferentes, tendo aulas de Libras em uma, Braille em outra e de desenvolvimento de materiais didáticos acessíveis e facilitadores do aprendizado na última. A metodologia utilizada é a da escola ativa, onde todos estão fazendo alguma coisa o tempo todo, apesar de terem um dia inteiro reservado a aulas teóricas.

Biologia saiu na frente.

Segundo a coordenadora Cristina Delou, quem primeiro pensou nesses meios facilitadores do aprendizado foram as ciências biológicas, onde cerca de dez trabalhos ou monografias de final de curso já foram feitos no Instituto de Biologia da UFF, nesse sentido.

Recém-formada em Biologia e já dando aulas, Natália Pinho mostrou aos estudantes o modelo de tecido celular criado por ela, utilizando material de carnaval, como miçangas, contas e paetês, além de cola, gel, fios de lã e fitas adesivas, para que alunos cegos percebessem, concreta e conceitualmente, o que eram células longas como as do tecido muscular, células muito agrupadas como as do tecido epitelial e células mais espalhadas, como as do tecido conjuntivo.

De acordo com Natália, na hora em que os alunos "criam" os tecidos, na prática, é o momento da avaliação do professor, para verificar se a teoria foi bem transmitida, e é nesse momento que o estudante constrói seu conhecimento. "Achar que o aluno entendeu só porque a gente falou não funciona, e, no caso da biologia, ele precisa sentir a textura, manusear para saber como os tecidos se superpõem no organismo, e isso facilita para todos os alunos, cegos ou não", explicou.

Para Cristina Delou, os professores de outras áreas como História, letras e ciências humanas em geral precisam também pensar no desenvolvimento desses materiais, daí a importância desse curso congregar futuros professores das diversas licenciaturas da UFF, trocando experiências e conhecimentos.

Fonte: http://www.noticias.uff.br/noticias/2009/07/escola-inclusao.php Site externo.
Data: 24 de julho de 2009.

 

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