São Paulo, sábado, 18 de novembro de 2017 - 11:08.

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Mauro Dulabel: algo de podre no reino das instituições especiais.

Olá Beto!

Sou Mauro Dolabel, moro aqui em São Paulo e na verdade escrevi isto com a intenção de repassar por meio de você a todas as pessoas desse movimento que , em minha opinião, é só o começo de uma história de libertação de todo esse sistema opressivo que por vezes começam em nosso próprio meio, através dessas instituições que nos tratam e também trata de nossas causas na midia comercial como se fossem o pai das crianças, nos tratando dentro delas como verdadeiros imbecis, querendo saber tudo sobre nossas vidas: se é casado, com quem, quanto ganha, e (pasme) na última vez me perguntaram se eu falava de sexo fora de meu casamento.

Fico muito feliz por vocês pensarem o mesmo que eu, a respeito desta relação estranha que por vezes somos obrigados a manter com essas associações e instituições das quais de vez em quando, temos que correr atrás como verdadeiros cachorrinhos sem contar as humilhações pelas quais temos que passar para conseguir algum tipo de benefício, como empregos, por exemplo, já que muitas empresas ao em vez de contatar o candidato, vai a estes lugares procurar pessoas. coisa que, além de nos obrigar a ficar batendo nas portas destes lugares tendo às vezes que responder um monte de perguntas de caráter íntimos se quiser alguma coisa, ainda leva a dúvidas quanto à legitimidade dos critérios de recrutamentos. há casos em que é melhor os candidatos se relacionarem bem com as pessoas que recrutam do que se qualificarem para as devidas atividades.

Não que estas pessoas já estejam empregadas, ou já estejam com seus livros que precisam em suas mãos. Mas, o que quero dizer é que nós que não gostamos de ter o rabo preso a esta gente, por vezes, somos excluídos destes benefícios. Existem muitas coisas que se aproveitam nestes lugares, mas, eu pessoalmente não estou mais disposto a encarar a mentalidade retrógrada desta gente. Eu ia fazer o curso de @@ no @@(1). Mas, ao me matricular fiquei sabendo que só poderia participar, se fosse submetido a um acompanhamento psicossocial. Senti-me tendo que passar por verdadeiro idiota, me levantando às 5 da manhã pra ficar ouvindo as pessoas mais desinformadas contando a história de suas vidas.

Até aceitei de princípio. Após uma longa entrevista, me perguntaram se eu havia estudado em escola pública e me pediram pra dizer umas duas vezes o nome da escola. Depois, me disseram que a instituição tinha um convenio com a prefeitura e que por isso, recebia uma verba para prestar serviço de apoio a cada aluno de escola pública municipal. e, sendo assim, (aí a minha incógnita) eu teria que levar na secretaria municipal de educação mais próxima de meu bairro, uma ficha de cadastramento para que assim a instituição pudesse receber a verba correspondente à minha matrícula.

Quando disse que não estava entendendo, o assistente social me disse estranhamente que se por acaso eu estivesse precisando de uma escola pública municipal, já podia contar com eles. Achei aquilo muito estranho e fui enrolando eles até sair do curso, pois, iria ser mandado embora mesmo já que, iria faltar no psicossocial e a professora que até tentou me ajudar, já havia dado mostras de que eu não seria dispensado.

Achei que aquilo poderia ter um caráter fraudulento, e resolvi te narrar isto pedindo us devidos cuidados, mas, também para lançar a pergunta: será que não estamos arriscados a, por vezes, não passar-mos de bons laranjas nas mãos desta gente?

Um grande abraço e na medida do possível, conte comigo.

Autor: Mauro Dulabel.
Contato: m.dolabel@uol.com.br.

(1) Nota: O nome do curso foi alterado propositalmente para preservar o autor deste depoimento e a instituição de possíveis problemas.

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