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Parodiospectiva 2016 – Retrospectiva das paródias do ano

Publicado em: 21 de dezembro de 2016 às 19:04.

Ilustração: Diversas cifras musicais espalhadas e coloridas
Caros amigos, chegou o final do ano e queremos agradecer a todos pelas visitas, curtidas e compartilhamentos de nossas paródias e demais informações aqui no blog. Acima de tudo desejamos um 2017 cheio de alegrias, realizações e muita paz para todos vocês, juntamente com seus familiares, amigos e entes queridos.

Nessa época é comum vermos por ai algumas retrospectivas, com os fatos mais importantes do ano. Por aqui vamos fazer então a nossa parodiospectiva, ou seja, relembrar com vocês as paródias criadas em 2016 e quais as motivações que nos levaram a produzi-las, para demonstrarmos que cada uma delas teve um objetivo especifico dentro de nossa proposta de luta por direitos das pessoas com deficiência.

Durante todo ano, por meio de nossas brincadeiras musicais, provocamos governos e sociedade civil, chamando a atenção, cobrando, criticando e elogiando, ações, comportamentos e políticas públicas voltadas ao segmento de pessoas com deficiência. Se não conseguimos resolver esses problemas, ao menos levantamos o assunto de uma maneira bem humorada para que eles não sejam esquecidos.

Então vamos lá e até 2017!

Sepultura: Em 15 de dezembro, Parodiamos a música epitáfio, do grupo Titãs, para demonstrarmos a inutilidade da ONCB – Organização Nacional de Cegos do Brasil, na vida dos cegos brasileiros, bem como, a sua parceria com a Fundação Dorina, na defesa do Tratado de Marraqueche, um documento que remete as pessoas cegas brasileiras de volta à década de 80, à tutela e à dependência.

Tratado abjeto: Em 14 de novembro, parodiamos a música “Coração sertanejo” de Chitãozinho e Xororó, para tentarmos explicar um pouco os malefícios do Tratado de Marraqueche e sua inserção no arcabouço legal brasileiro. Um tratado que, com peso Constitucional, vai chocar-se com a Lei Brasileira da Inclusão, a qual os articulistas do Tratado querem meter as garras para alterar de acordo com seus interesses particulares.

Menino pelego: Em 1º de novembro, parodiamos a música “Menina veneno” de Ritchie, para denunciarmos os inúmeros ataques virtuais que nós, movimentos sociais livres, sofremos em nossas redes sociais e espaços particulares, por parte de um conhecido bandido virtual que age na Internet há tempos. Disfarçado de bom moço, na verdade, se trata de pessoa mau caráter, se prestando a ser pau mandado daqueles que se consideram “donos dos cegos” para fazer o trabalho sujo por eles.

Pede um balanço: Em 1º de outubro, parodiamos a música “Bete Balanço” de Cazuza, para falarmos da SEDPCD – Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, e os seus projetos efêmeros, inúteis e sem sentido algum na vida das pessoas com deficiência que precisam de políticas públicas consistentes, sérias e duradouras.

Gestor bufão e a entidade imprestável: Em 15 de setembro, parodiamos a música “Pastor João e a igreja invisível” de Raul Seixas, para colocar em dúvida a renovação da diretoria da ONCB, ocorrida em junho de 2016, onde a oposição, aparentemente tomou o poder. Como posteriormente as coisas continuaram exatamente da mesma forma que sempre foram, tivemos a certeza de que realmente se tratou de um grande acordo entre amigos.

Você vai ler: Em 1º de setembro, parodiamos a música “Você vai ver” de Zezé di Camargo & Luciano, para expressarmos a nossa preocupação com uma possível regulamentação da Lei Brasileira da Inclusão, forçada pela chegada do Tratado de Marraqueche. Apontamos na LBI os pontos que defendem a liberdade do direito de ler das pessoas cegas e que dispensam a necessidade desse Tratado jurássico.

Meu raro emprego: Em 15 de agosto, parodiamos a música “Meu caro amigo” de Chico Buarque, para denunciarmos o não cumprimento da Lei de Cotas para pessoas com deficiência, por parte do mercado de Trabalho brasileiro. Denunciamos também que as poucas vagas que surgem são para cargos subalternos ou operacionais de mais baixo grau dentro da empresa.
https://www.youtube.com/watch?v=hNdwzL_pGy8

Sem estranhar: Em 1º de agosto, parodiamos a música “Estrelar” de Marcos Vale, sugerindo a unificação dos jogos olímpicos e Jogos Paralímpicos, numa grande festa de inclusão, confraternização e reconhecimento de que todos somos seres humanos e podemos ser atletas olímpicos, competindo nas mesmas arenas e no mesmo tempo, cada um dentro de seu esporte específico, independente de nossas diferenças físicas, sensoriais ou intelectuais.

Obrigado!: Em 15 de julho, parodiamos a música “Amigo” de Roberto Carlos, para comemorarmos um ano de paródias e agradecermos a todos os amigos pela força que nos deram ao longo desse um ano com mais de 100 mil curtidas.

Trem do cacete: Em 1º de julho, parodiamos a música “Trem das sete” de Raul Seixas, para denunciarmos a precarização do programa “Jovem Cidadão” do metrô de São Paulo. Um importante serviço de apoio à pessoa com deficiência dentro do sistema metroviário e que vem aos poucos sendo descontinuado.

Daqui não saio mais: Em 15 de junho, parodiamos a música “Isso aqui tá bom demais” de Dominguinhos, para lamentar a recriação da SNPD, Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos das Pessoas com Deficiência, um órgão que nunca fez absolutamente nada em benefício do segmento de pessoas com deficiência visual.

Daqui não saio mais – Paródia sobre recriação da SNPD

Um cargo novo: Em 1º de junho, parodiamos a música “Me dê motivo” de Tim Maia, para denunciar a inação da SMPED, Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida de São Paulo, e a constante dança das cadeiras de seus gestores.

Um cargo novo – Paródia sobre dança das cadeiras na SMPED de São Paulo

Esquece!: Em 15 de maio, parodiamos a música “Verdade” de Zeca Pagodinho, como nota de falecimento da SNPD, diante da qual não tivemos nenhum sentimento de pesar, mas sim de felicidade em saber do fato, ou seja, inúmeros cargos políticos e muito dinheiro em salários seriam economizados dali para frente. Pena que ela ressuscitou depois.

A dois passos da eleição: Em 1º de maio, parodiamos a música “A dois passos do paraíso” da Banda Blitz, para denunciarmos o projeto “Caravanas da Inclusão” da SEDPCD, no qual a qualidade de vida das pessoas com deficiência do Interior de São Paulo sempre foi a última prioridade. A única prioridade do tal projeto é eleger seus idealizadores para cargos políticos nas eleições para vereadores e deputados, Estadual e Federal.

Feira do caraio: Em 18 de abril, parodiamos a música “Feira de Mangaio” de Sivuca, para anunciarmos a morte da REATECH, que ocorreu durante anos na cidade de São Paulo, uma feira de tecnologia e acessibilidade, que jamais foi uma feira acessível.

Eu nasci a quase 10 anos atrás: Em 1º de abril, parodiamos a música “Eu nasci a dez mil anos atrás” de Raul Seixas, para comemorarmos o 8º ano de aniversário da SEDPCD e ao mesmo tempo dizermos que foram 8 anos perdidos para as esperanças das pessoas com deficiência de São Paulo que acreditaram nessa história.

A ONGB e os livrim: Em 15 de março, parodiamos a música “Geny e o zepelim” de Chico Buarque, para contarmos a verdadeira história do nascimento do Tratado de Marraqueche, contando também a história do nascimento da ONCB, que defende o nefasto Tratado.

A O N G B e os livrim – Paródia sobre a origem do Tratado de Marrakesh

Deixa o fila me levar: Em 1º de março, parodiamos a música “Deixa a vida me levar” de Zeca Pagodinho, para denunciarmos a recusa de um taxista de São Paulo de transportar uma mulher cega com seu cão-guia. Ao mesmo tempo denunciamos a falta de políticas para criação e desenvolvimento de cães-guia no Brasil.

Sem travessia: Em 15 de fevereiro, parodiamos a música “Travessia” de Milton Nascimento,
para denunciarmos a farsa da publicidade de que a avenida Paulista, em São Paulo seja modelo de acessibilidade para cegos e a inexistência de semáforos sonoros ao longo da mesma.

Atrás da micareta: Em 1º de fevereiro, parodiamos a música “A luz de Tieta” de Caetano Veloso, para homenagear, em ritmo de carnaval, o CONADE, Conselho Nacional de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, um conselho onde é carnaval o ano inteiro e que verdadeiramente não serve para nada a não ser para pagar viagens e restaurante aos seus conselheiros.

Desde que seja meu: Em 15 de janeiro, parodiamos a música “Desde que seja eu” de Erasmo Carlos, para denunciar o monopólio de algumas entidades de cegos que vivem de vender sua produção braile e lutando contra o livro acessível diretamente nas escolas para não perderem essa boquinha.

Besta fera: Em 1º de janeiro, parodiamos a música “O dono da Terra” do grupo os abelhudos, para denunciar a ação criminosa de donos de escolas particulares, por meio da CONFNEM, que defendiam a cobrança maior nas mensalidades de pais de alunos com deficiência para aceitar as matrículas dessas crianças e cobrir o custo dessa inclusão.

É isso ai galera, esperamos que tenham gostado da viagem e até 2017!!

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