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ENOM – Paródia Sobre os interesses ocultos no Encontro Nacional de Orientação e Mobilidade

Publicado em: 1 de abril de 2019 às 0:31.

Da música “Não vá” de Sandra de Sá.

Contextualização: Alertamos que em maio de 2019, em São Paulo, acontecerá O ENOM, Encontro Nacional de Orientação e Mobilidade, com o objetivo de discutir formação e regulamentação profissional para cursos de OM voltados à pessoas com deficiência visual. Para uma pessoa cega ou com baixa visão, dominar as técnicas de orientação e mobilidade, desenvolvendo noções corporais, espaciais e ambientais, é fundamental para que possa caminhar , com auxílio da bengala longa ou do cão-guia, com elegância, segurança, autonomia e eficiência. Hoje em dia, para esse tipo de curso, além da modalidade presencial, existe também a modalidade de ensino a distância (EAD), versão esta que vem se mostrando bastante eficiente, conseguindo capacitar pessoas por todo o Brasil, pessoas que teriam dificuldades de encontrar ou frequentar um curso presencial. Mas voltando ao ENOM, vemos que uma das apoiadoras do evento é a Organização Nacional de Cegos do Brasil, O N C B, declaradamente contrária a modalidade EAD para cursos de OM. Pelo simples envolvimento da O N C B, já podemos desconfiar que os interesses das pessoas com deficiência visual, enquanto indivíduos, passarão longe desse evento, contudo, somando o fato de que as instituições organizadoras são também afiliadas e patrocinadoras da a O N C B, não temos como deixar de supor que o evento terá a finalidade de reunir apenas pensamentos homogêneos, objetivando impedir o avanço da modalidade EAD por força de criação ou regulamentação de Leis, limitando a capacidade de escolha das pessoas com deficiência visual. Sabemos que no Brasil grande parte das instituições especiais voltadas às pessoas com deficiência se tornaram negócios muito lucrativos, com a exploração de subsídios governamentais ou esmolas sociais em nome da proteção dos deficientes coitadinhos, por isso qualquer tipo de concorrência que atrapalhe essa exploração deve ser combatida e eliminada. Eventos como o tal ENOM, nesse sentido, se prestam apenas para reforçar e perpetuar o poder e o controle dessas instituições que querem se imiscuir na vida das pessoas com deficiência do berço à cova. Portanto, tomemos cuidado com esse ENOM!!
#pracegover
O vídeo desta paródia é uma miscelania com pequenos trechos de outros vídeos disponíveis na Internet e que abordam a aprendizagem da orientação e mobilidade. Destacam-se algumas das técnicas ensinadas para que uma pessoa com deficiência visual possa caminhar segura utilizando a bengala longa ou cão-guia.

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Assim descaminha a acessibilidade – Paródia sobre os altos e baixos da acessibilidade para pcds

Publicado em: 1 de março de 2019 às 7:00.

Da música “Assim caminha a humanidade” de Lulu Santos

Contextualização: Galera, hoje é o dia do grito de carnaval, nesse caso gritar é bom. Mas e quando gritamos pelo nosso direito de acesso?! Nesse caso gritar é agressividade?! Pois é, esse é um bom diap ara pensarmos que a acessibilidade para pessoas com deficiência no Brasil ainda não tem cadência nem harmonia. Em certos momentos nos sentimos parte da sociedade por encontrarmos um site na Internet, um espaço público, um produto com acessibilidade plena. No entanto, de uma hora para outra, esses mesmos itens amanhecem outro dia com acessibilidade precária. Seja porque mudaram o sistema, seja porque foi lançada uma nova versão do software, seja uma reforma naquele espaço público, enfim, de repente o samba atravessa, o que tínhamos de avanço se torna retrocesso. Um jornal eletrônico cria um novo layout e ignora os conceitos de acessibilidade, e as informações que podíamos acessar com tranquilidade desaparecem. E mesmo utilizando as tecnologias assistivas que dispomos, fica impossível acessar. Precisamos então ter um padrão a ser respeitado por fabricantes de bens, produtos e serviços, que vá sempre em evolução crescente de acessibilidade, até que possamos alcançar a nota dez em desenho universal. E o pior disso tudo é que se nós, pessoas com deficiência nos cansamos, e resolvemos gritar, protestar pelo nosso direito de acesso, imediatamente somos chamadas de agressivas. Para a nossa sociedade ainda hoje o bom deficiente é aquele que aceita seu lugar quietinho, que fica só no sapatinho, bonzinho, sem reclamar e sem fazer muito alarde, geralmente o lugar de 3ª classe, aceitando sempre o que se lembrarem de conceder para ele. Mas se depender do MOLLA, nós sempre faremos barulho e gritaremos, seja no carnaval, seja dia-a-dia por acessibilidade, afinal, nós também temos direito de botarmos nosso bloco na avenida e encontrá-la acessível para podermos passar e desfrutar da folia da vida como qualquer outra pessoa sem deficiência.
#pracegover
O vídeo desta paródia é composto por uma sequência de imagens que vão se sucedendo por meio de diversos efeitos especiais. Cada imagem permanece na tela por uma média de 10 a 15 segundos. A letra da paródia é exibida como legenda durante a passagem da música. A seguir, numeramos e descrevemos as imagens:
Imagem 1 em preto e branco. Estática. Imagem de um relógio de parede, da marca ZEIT, com moldura branca, com números e ponteiros na cor preta, marcando 11h53; Imagem 2 colorida. Estática. Imagem da palavra acessibilidade, escrita com letras maiúsculas, na cor branca, sobre uma faixa larga, azul escura, fixada em uma parede. Do lado esquerdo, um símbolo de acessibilidade dentro de um círculo, ambos na cor branca; Imagem 3 colorida. Movimento. Imagem real de um homem, de bigode e cavanhaque, com acentuada calvície, levando a mão à cabeça, com expressão no rosto de preocupação; Imagem 4 colorida. Estática. Imagem real de uma manifestação, em frente a um prédio, com pessoas segurando cartazes com mensagens de acessibilidade, inclusão e educação; Imagem 5 colorida. Movimento. Imagem de um desenho animado, onde aparece a metade de dois braços de um homem, e metade de um braço feminino. Uma das mãos masculina segura uma carteira, com dinheiro, e a outra retira uma nota de dinheiro de dentro dela, para entregar à mulher, mas, a mão feminina ao invés de pegá-la, pega a carteira. O fundo é azul, com movimento, da direita para a esquerda e com alguns pontos brancos; Imagem 6 colorida. Estática. Imagem real de uma moça dando moedas a um rapaz que olha fixamente para frente e está sentado no chão; Imagem 7 em preto e branco. Movimento. Imagem de um relógio de parede, com moldura branca, com números e ponteiros, na cor preta. Os ponteiros rodam, no sentido horário, descontroladamente; Imagem 8 Repete a imagem 2; Imagem 9 colorida. Movimento. Imagem retirada do filme infantil Valente, onde a princesa Merida, uma menina ruiva, de cabelos longos e cacheados, sentada em uma cadeira de madeira, baixa a cabeça e a apoia na mesa, sobre os braços, demonstrando raiva. Na mesa, também de madeira, uma cesta com frutas, do lado esquerdo; Imagem 10 colorida. Estática. Imagem real de manifestantes, segurando faixas, em uma praça, reivindicando os direitos das pessoas com deficiência. À frente da manifestação, quatro cadeirantes; Imagem 11 Repete a imagem 5; Imagem 12 colorida. Estática. Imagem real de outra moça dando moedas ao mesmo rapaz da imagem 6, que continua olhando fixamente para frente e está sentado no chão; Imagem 13 colorida. Movimento. Imagem de uma ampulheta, que quando termina a areia de um lado, vira do outro lado, e este movimento é feito repetidas vezes; Imagem 14 Repete a imagem 2; Fim.

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