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Novo Museu em Sampa: Novas ou velhas práticas?

Publicado em: 27 de setembro de 2010 às 8:23.

São Paulo terá um novo museu em 2011, segundo a notícia de hoje do jornal Folha de São Paulo, caderno Ilustrada, e como sempre estamos de olho na acessibilidade!

Vamos aguardar para ver se aquilo que diz o Secretário Estadual da Cultura realmente será uma realidade quando este museu for aberto ao público. Diz ele , que “queremos atingir o maior número de pessoas possível”. Parabéns Secretário Matarazzo, é esse o conceito do Desenho Universal.

Esperamos que nesses mais de 50 milhões de Reais, esteja comtemplada a acessibilidade plena, que seja um museu realmente para todo público.

Fiquem com a notícia…

Museu da História de São Paulo terá modelo interativo
Orçado em R$ 52 milhões, espaço deve abrir ao público em 2011 com curadoria do jornalista Roberto Pompeu de Toledo

“Tudo será feito para ser bastante abrangente e de fácil compreensão”, diz secretário de Cultura do Estado de São Paulo
GUSTAVO FIORATTI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

O Museu da História de São Paulo, que o governo do Estado pretende abrir até setembro de 2011 na região do parque Dom Pedro, vai seguir o modelo interativo do Museu do Futebol e do Museu da Língua Portuguesa.
As diretrizes foram passadas ao jornalista e escritor Roberto Pompeu de Toledo, responsável pela concepção curatorial do projeto. O museu ocupará a Casa das Retortas, prédio histórico onde funcionou uma das primeiras produtoras de gás da cidade. As obras já estão em execução.

O orçamento de todo o conjunto vai ficar em R$ 52 milhões. Inclui a restauração do prédio, assinada por Paulo Bastos (o mesmo que fez a obra de restauro da Catedral da Sé), a construção de outros dois edifícios projetados por Pedro Mendes da Rocha, além da pesquisa e da instalação museográfica.

O valor supera o da construção do Museu da Língua Portuguesa, que consumiu R$ 37 milhões. E também do Museu do Futebol, que ficou em R$ 32 milhões.

O investimento, segundo Andrea Matarazzo, secretário de Cultura do Estado, foi pensado para suprir uma lacuna. “Ainda não temos um lugar que conte a história de São Paulo, sob todos os seus aspectos, econômico, demográfico e político.”

Didatismo é um dos pontos-chave, diz o secretário. “Tudo será feito para ser bastante abrangente e de fácil compreensão. Queremos atingir o maior número de pessoas possível”, diz.

Roberto Pompeu de Toledo diz que essa é a primeira vez que se dedica a uma curadoria do gênero. Seu nome foi pensado principalmente por conta da publicação de “A Capital da Solidão” (ed. Objetiva, 2003, 560 págs.).

IMIGRANTES
O livro é rico em detalhes sobre a história de São Paulo. Atravessa períodos anteriores ao da fundação da cidade até 1900, quando os imigrantes passam a chegar em grande número.

O museu, no entanto, não se restringe a assuntos relativos à capital. O ponto de partida é um momento anterior ao da chegada dos portugueses. E o trajeto cronológico tem seu ponto final em meados dos anos 80, época em que o país assistiu à abertura do processo democrático com as Diretas Já.

Toledo prefere não citar especificidades, por considerar o projeto ainda suscetível a mudanças. Mas adianta que maquetes, ambientações cenográficas, recursos digitais e animações norteiam a concepção museológica. O Museu da Civilização do Canadá e o Museu d’História de Catalunya (Espanha) também serviram de modelo.

São exemplos de projetos apoiados em recursos interativos, que, neste caso, também suprem a falta de material histórico. “Até o século 19, é pobre o material iconográfico relativo ao Estado de São Paulo”, explica Toledo.

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