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Livro digital já é realidade no Brasil, mas sem acessibilidade!!

Publicado em: 14 de fevereiro de 2011 às 9:29.

Ilustração: Foto de um aparelho IPAD da Apple


Muito interessantes os dois artigos abaixo, publicados no jornal Folha de São Paulo de hoje, dia 14 de fevereiro de 2011. Neles fica claro a preparação e o amadurecimento das editoras brasileiras para o livro em formato digital.

No entanto, uma palavrinha simples e que traria esperança e oportunidade a todos os leitores, incluindo pessoas com e sem deficiência, igualdade de condições para acessar esses livros não é em nenhum momento citada nas duas matérias, ou seja, a palavra “acessibilidade”.

Os e-books, livros eletrônicos, não contam com esse requisito básico para que a Convenção da ONU pelos direitos das Pessoas com Deficiência, aprovada e ratificada no Brasil em 2008 como emenda Constitucional seja atendida.

Assim sendo, quando se fala em “diversidade” dentro das matérias, está se falando sobre a heterogeneidade dos dispositivos, das plataformas e dos formatos de livros, mas considerando ainda a homogeneidade do público leitor.

Livros digitais sim, mas dentro dos padrões de acessibilidade e do desenho universal para que todas as pessoas, independentemente de suas condições físicas, sensoriais e sociais possam acessá-los com igualdade de oportunidades.

Essa é a nossa luta, do Movimento pelo Livro e Leitura Acessíveis no Brasil – NOLLA. Participe conosco visitando o site agregado a esse blog e conhecendo nossa história e caminhada até aquil

Fiquem com as matérias…

LIVROS DIGITAIS

Narrativa multimídia

Dispositivos lançados para tablets e PCs permitem que leitor intera ja com a história; educadores, no entanto, recomen dam que papel não fique de lado

Alessandro Shinoda/Folhapress
TALITA BEDINELLI
DE SÃO PAULO

Pedro Henrique Soares, 8, e Lui Furlan, 7, leem na tela do computador um livrinho que explica o significado da palavra “porta”. Ficam encantados, não apenas pela história, mas pelos recursos que a acompanham: músicas, narração, vídeo e um “quiz” sobre o que leram.
Leitores vorazes dos livros de papel, segundo eles mesmos contam, os dois começam agora a se aventurar pelo mundo da leitura digital.
O colégio onde estudam, o Notre Dame, na zona oeste de São Paulo, adotou na semana passada uma biblioteca virtual de literatura infantil, criada pela editora Callis.
Ela será usada ao menos uma vez por semana com as crianças dos ensinos infantil e início do fundamental.
A biblioteca é a primeira do tipo no Brasil, segundo a Callis. Mas outras editoras, de olho no crescimento do uso de tablets tipo iPad, também investem em livros digitais para o público infantil, que vão além da simples digitalização do livro impresso.
O objetivo das editoras é criar livros mais interativos: além de poder virar a página e colori-las com o mouse, os leitores podem ouvir músicas e a narração das historinhas. Em versões para iPads, as crianças podem tocar na tela do dispositivo e mover os personagens, por exemplo.
Na última Bienal do Livro, em agosto, a Globo Livros lançou “A Menina do Narizinho Arrebitado”, de Monteiro Lobato, em uma versão de aplicativo para iPad.
Com ilustrações atraentes, o livro permite que, com um toque, a criança mude letrinhas de lugar, faça a personagem espirrar ou toque um gongo para que apareça na tela um exército de grilos.
A Abril Educação também lançou em aplicativos similares dois livros de Walcyr Carrasco no final do ano passado. Em “Meus Dois Pais”, a criança pode “montar” um retrato da própria família e, em “A Ararinha do Bico Torto”, é possível pintar a ave.
As opções tendem a aumentar neste ano. A Zahar afirma que está estudando projetos de livros digitais mais interativos, assim como a editora Melhoramentos, que está desenvolvendo 12 livros em formato aplicativo, afirma Breno Lerner, superintendente da editora.
Ele acredita que os livros digitais interativos podem despertar o interesse da criança pela literatura.

LIVRO COMPLEMENTAR
Educadores ouvidos pela Folha dizem, entretanto, que o uso desses dispositivos requer cuidado: como funcionam como uma proposta diferente da do livro de papel, não devem substituí-lo. Os dois devem conviver.
A escola deve manter e estimular a ida das crianças à biblioteca tradicional. E os pais não podem trocar a leitura de historinhas em livro de papel pelas do iPad.
“É a emergência de outro tipo de mídia, que dá a possibilidade de usar outro suporte, como som, música. Mas o importante é saber lidar com a diversidade”, afirma Maria José Nóbrega, assessora pedagógica de literatura da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo e de colégios particulares.
Segundo ela, o livro digital, com recursos que simulam barulhos ou ações do personagem, acabam não permitindo que a criança imagine o que está lendo e exerça a criatividade, por isso é importante manter a leitura do livro de papel.
Ilan Brenman, doutor em educação pela USP e escritor de livros infantis, acredita que o livro digital interativo se aproxima mais da linguagem da televisão, do cinema e dos jogos eletrônicos.
“Quando você dá um iPad para a criança, ela brinca com aquilo. Leitura não é exatamente o que ela está querendo”, afirma.

LEITURA

Digitalização de livros didáticos é mais lenta

DE SÃO PAULO

A área dos livros didáticos ainda está muito atrasada em relação à da literatura na digitalização de seu conteúdo. Mas as editoras já criaram setores de tecnologia para tornar os livros das disciplinas mais interativos ao menos na internet.
A editora Moderna lançou no ano passado livros de biologia, física e química que ofereciam complementos on-line para os conteúdos vistos pelos estudantes na sala de aula.
Neste ano, a linha Moderna Plus cresceu, com os livros de matemática, literatura, história e geografia.
As publicações trazem, ao final das páginas, links que os alunos podem acessar após cadastro. Neles, são apresentados vídeos, infográficos e mapas interativos sobre o conteúdo.
O lado negativo é que, se o livro é reaproveitado por outro aluno no ano seguinte, os links não podem ser acessados, pois o cadastro expira após um ano.
Miguel Thompson, diretor de serviços pedagógicos da editora, acredita que esse tipo de iniciativa é o primeiro passo para tornar os livros didáticos completamente digitais. Mas o que dificulta, diz, é o suporte.
Ana Teresa Ralston, diretora de tecnologia de educação da Abril Educação, dona de editoras como a Ática e a Scipione, concorda.
“A migração por enquanto é para um livro multiplataforma. Tecnicamente, não há nenhuma restrição para transformar o livro didático em digital, mas temos um desafio: todas as escolas têm que ter computador e as crianças em suas casas também”, afirma.
A Abril Educação também possui plataformas interativas em que os alunos podem se aprofundar no conteúdo aprendido em aula gratuitamente.

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