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Eleições 2010 urgente! Como utilizar a urna eletrônica acessível

Publicado em: 29 de setembro de 2010 às 7:36.

Ilustração: Foto de uma urna eletrônica

Pessoal, bom dia. Aqui vão mais informações importantes para o momento de digitar seu voto na urna eletrônica adaptada com o recurso do áudio e o auxílio dos fones de ouvido.

Ontem estive novamente no cartório eleitoral da minha região, bairro da Saúde em São Paulo Capital, a convite do Juiz Eleitoral, a fim de presenciar a auditoria realizada na urna oficial que ficará instalada na minha seção de votação.

Seguindo um critério todo rigoroso e formal, essa auditoria nas urnas eletrônicas é feita com regularidade, no entanto, como eu já estou mais conhecido naquele cartório do que nota de um Real, eles resolveram fazer a auditoria na urna que eu vou usar inclusive para conferirem os requisitos de acessibilidade presentes.

Estava presente, além do Exmo. Juiz Eleitoral, também o Ilmo. Promotor Eleitoral. Ambos fizeram a conferência do acionamento da urna, da emissão da zerésima e da simulação do início da votação.

Zerésima, segundo o cartório eleitoral, se trata de emitir uma listagem completa da urna a fim de verificar se não existe voto nenhum para qualquer candidato. Procedimento de execução obrigatório para os presidentes de mesa nas seções eleitorais no momento do acionamento da urna.

Tive a oportunidade então de testar a síntese de voz e o manejo da urna no momento da votação. Trata-se de voz masculina, alta, clara, totalmente compreensível. A voz não fala os nomes dos candidatos, apenas soletra os algarismos digitados após o preenchimento dos campos específicos iniciando pelo Deputado Estadual (5 algarismos), Deputado Federal (4 algarismos), 1º Senador (3 algarismos), 2º Senador (3 algarismos), Governador (2 algarismos) e finalmente Presidente da República (2 algarismos).

No momento em que o Presidente da mesa autoriza a sua votação, o sistema já informa: “Você está votando para Deputado Estadual”, e fica aguardando que você entre com os algarismos escolhidos. Caso você demore a fazê-lo, o sistema fica repetindo a mesma frase com o intervalo de alguns segundos.
Ao completar o campo com todos os algarismos o sistema informa: “Você está votando para Deputado Estadual no candidato de número tal, tal, tal, tal e tal”.
Então você pode corrigir ou confirmar.

Para os outros cargos o procedimento é exatamente igual. Caso você queira votar em branco, o sistema informa que você está votando em branco, caso você tecle um número inválido, o sistema alerta que o número é invalido e se você confirmar, o seu voto será considerado nulo. Caso você digite o mesmo para 2º Senador que você já digitou no 1º Senador, o sistema informa essa duplicidade e diz que se você confirmar, o voto para 2º Senador será anulado.

O teste foi caminhando as mil maravilhas, até o momento que eu optei por votar apenas na legenda. Para Deputado Estadual e Deputado Federal o voto em legenda é possível. No restante dos cargos não existe essa possibilidade. Quando optei por essa modalidade de voto encontramos um problema sério.

O pretendido pelo TRE era que, após o eleitor digitar os dois primeiros algarismos e aguardar uns segundos, o sistema informaria que a pessoa está votando na legenda tal e tal, porém, isso não aconteceu.

O pessoal que estava dando apoio ao teste imediatamente ligou para o TRE para solicitar maiores informações e as soluções passadas não condiziam com a realidade da urna. A única solução que funcionou foi digitar um número para Deputado Estadual ou Federal inexistente naquela legenda. Daí sim o sistema informava que você estava votando na legenda tal e tal.

Contudo, esse procedimento é inviável, até porque é impossível saber-se qual número dentro daquela determinada legenda é inválido. O eleitor teria que ficar teclando seqüências de números intermináveis até que uma combinação determinada fosse considerada inválida e o voto na legenda fosse informado pelo sistema de voz.

Resumindo, para quem enxerga normalmente, assim que se digitam os dois primeiros algarismos nos campos Deputado Estadual e Federal, aparece na tela a legenda e a pessoa pode confirmar ou não seu voto. No entanto, para quem não está vendo a tela, o sistema continua repetidamente pedindo para que o eleitor digite o seu voto, não reconhecendo a digitação apenas dos dois primeiros algarismos. Enquanto o eleitor não preenche todo o campo, o sistema não para de repetir a solicitação.

Trata-se então de falha muito séria no sistema e que poderá fazer com que muitos problemas ocorram com os eleitores com deficiência visual. Nesse sentido, trago aqui essas informações e solicito que os amigos repassem ao maior número de pessoas possível, em outras listas, enfim, para todo pessoal.

Precisamos repassar Principalmente para aquelas pessoas que irão votar nas chamadas seções especiais que concentram um número bastante elevado de eleitores com deficiência visual, por exemplo, na Fundação Dorina e no Instituto Padre Chico aqui em São Paulo, no Instituto Benjamin Constant no Rio de Janeiro, além de outros que desconheço e que estão espalhados pelo Brasil.

É super importante esclarecer que caso o eleitor deseje votar apenas no partido, na legenda partidária, nos dois primeiros casos, ou seja, Deputado Estadual ou Deputado Federal, ele deve teclar os dois primeiros algarismos com muito cuidado e depois, teclar confirma.

O sistema não vai informar em qual legenda o eleitor está votando, por isso é preciso que esse tipo de voto seja feito com muito cuidado e no caso de dúvida é melhor pressionar corrigir e teclar os dois algarismos novamente para somente depois confirmar.

Assim sendo, pedimos encarecidamente para que todos os amigos, colegas, parceiros, militantes do segmento de pessoas com deficiência, repassem essa mensagem o quanto antes e para o maior número de pessoas possível, acionem os Conselhos Estaduais e Municipais de pessoas com deficiência, enfim, toda rede para que não enfrentemos problemas nesse instante que deve ser de festa e não de dor de cabeça.

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