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As cariocas imaginodescritas!! A atormentada da Tijuca parte 1/3

Publicado em: 8 de novembro de 2010 às 6:55.

Ilustração: Foto de Paola Oliveira e Daniel Braga Nunes, protagonistas da novela

Pessoal, o episódio da semana das Cariocas se chamou: “A atormentada da Tijuca”. Sempre com o oferecimento da cerveja Devassa, o que na verdade é algo interessante, pois devassa mesmo é a Rede Globo que não introduz o recurso de audiodescrição em sua programação. Escandalosa mesmo é a posição da ABERT – Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, liderada pela Globo, que também faz lobby contra esse recurso de acessibilidade. Despudorada mesmo é a posição do Governo brasileiro que não faz nada para equacionar essa vergonha.

Mas quero dedicar a imaginodescrição de hoje especialmente ao senhor Helio costa, ex Ministro das Comunicações que simplesmente “fez aquilo e andou” para os pleitos do pessoal da audiodescrição. Esse nobre senhor empurrou com a barriga o quanto pôde, tergiversou, procrastinou, enrolou, enfim, fez de tudo para que esse assunto ficasse mofando na gaveta de seu Ministério, dando de ombros para todos os prazos e direitos conquistados pelo segmento de pessoas com deficiência.

Agora que ele não conseguiu se eleger lá em Minas Gerais, eita minerada gente boa!! Eu fiquei com muita peninha dele e resolvi dedicar-lhe essa novela de hoje, até porque o título é significativo, ou seja, a atormentada da Tijuca, eu quero mais é que ele seja o atormentado de Minas pelo resto da vida com essa derrota!!! Chupa essa manga seu hélio!!

Então sem mais delongas vamos lá…

Parte 1:

Click aqui para conferir o vídeo imaginado

Cena: O narrador, como sempre, introduz a trama falando das características do bairro da Tijuca; fala que a personagem de hoje se chama Clarissa e que não costuma dar mole pra marmanjo; diz que ela faz justiça com as próprias mãos quando é assediada; som de passos na rua, som de tapa; o narrador diz que a Clarissa tomou antipatia pelo sexo masculino; diz que a causa foi um casamento frustrado de 3 anos com um fulano chamado Heitor; som de discussão; som de briga; som de tapas; som de pessoas se agredindo; uma mulher grita que o Heitor nunca mais vai bater nela de novo; o som de briga continua; gritos altos; o narrador fala que foi o fim do casamento; som de porta abrindo; som de mulher chorando; uma mulher pergunta assustada: Clarissa, o que foi Isso; o narrador diz que é a mãe de Clarissa; a mãe diz que ela pode ficar o tempo que quiser; Clarissa diz que vai ficar até o dia que ela se organizar.

Cena imaginodescrita: Imagino que essa tal de Clarissa deve ser uma daquelas mulheres revoltadas com os homens e por isso entrou em uma academia de boxe para treinar e quebrar a cara de qualquer marmanjo que se meta com ela. O motivo ficou claro, os espancamentos do pilantra do Heitor, seu ex-marido. Assim, enquanto o narrador fala com ela, a cena mostra a beldade andando pela rua com seu corpo malhado, marombado, cheio de músculos e veias saltadas, ela mais parece o incrível Hulk de saias do que uma garota bronzeada do Rio.

Ela vai caminhando, calça luvas de boxe em suas mãos, camiseta, sapatilhas e calção de boxe, quando em certo momento dá uma porrada em um carinha que estava olhando com olhar 43 pra ela. Nocaute técnico, o carinha desaba na hora e a bela segue seu caminho. Depois passa a história sobre a briga dela com o marido. Como ela era ainda uma mocinha frágil, o Heitor desce a lenha legal e a bela vai pra casa da mãe sem dentes na frente, com o nariz quebrado e com uma das orelhas caída. Depois disso ela entrou na academia e ninguém mais ousou mexer com a moçoila.

Quando Clarissa chega á casa da mãe, deduzo que a mãe seja a Norma Bengel, pois o narrador diz que ela já foi estrela da pornochanchada, então deve ser a norma mesmo. As duas conversam, a mãe vestida de lingerie preta, com rendas, espartilhos, meias sete oitavo, e Clarissa vestida com sua roupa de boxe preferida; Será que ela não vai tirar essa roupa brochante não? Vai ficar a novela inteira vestida pra lutar?!

Cena: Som de escritório; o narrador diz que no trabalho, Clarissa é assediada pelo chefe; chefe pergunta pra Clarissa se está tudo bem; Clarissa fala que está às voltas com as metas para o próximo ano; chefe fala com voz de safado: Meus pêsames pela separação; muda o ambiente, Clarissa conversa com a mãe; som de plástico sendo amassado e alguma coisa jogada; Clarissa reclama que todos são safados; mãe diz que não é bem assim; Clarissa diz que a mãe já teve mais de mil namorados; som de campainha tocando; a mãe pede para Clarissa atender a porta; uma voz masculina diz: Se Clarissa não vai a Gilberto, Gilberto vai à Clarissa; Gilberto diz: Toma isso aqui; som de embrulho de plástico; Clarissa fala que Gilberto é professor de dança; Gilberto diz que como não conseguiu entrar para o balé da cidade, resolveu dar aulas de dança na periferia; o narrador conta a história de Gilberto; diz que por falta de namorado Clarissa chora nos braços de Gilberto mesmo; muda o ambiente, Clarissa conversa com a mãe e as duas falam de Gilberto, dizem que ele é gay, mas não saiu do armário ainda; a mãe se despede de Clarissa e sai.

Cena imaginodescrita: Depois de ter sido constrangida pelo chefe assanhado, Clarissa conversa com sua mãe dentro de uma pequena academia de boxe que ela montou na casa, por isso o som de plástico sendo amassado, já que ela está dando porrada naquela bola que fica pendurada no teto e os lutadores ficam socando pra treinar os punhos. Ah, detalhe, na bola está colada a foto do chefe de Clarissa. Te cuida chefinho!! . Quando a campainha toca e Clarissa atende, entra em cena o tal Gilberto que lhe entrega alguma coisa, deve ter sido um pacote com algum tipo de vitamina para dar sustância nos músculos de Clarissa, tipo bomba mesmo. Por isso ela está daquele jeito descomunal, parecendo o Arnold Schwarzenegger. Ela pega a droga e toma uns três comprimidos, sem água mesmo, por isso não teve o barulho de copo, ela jogou na boca e engoliu. Os dois conversam e quando o narrador começa a contar a história de Gilberto, mostra cenas do passado dele vestido de bailarina, com roupa colante, saia de pom pom e sapatilhas de ponta fazendo os testes nos quais foi reprovado para o balé municipal. Quem ganhou dele foi a Ana botafogo, melhor viu, o balé municipal ficou mais bem representado. Bom, depois a Clarissa desabafa com Gilberto, como duas verdadeiras “amigas”,, finalizando a cena com Clarissa e sua mãe comentando sobre Gilberto ter assumido ou não sua condição de menina moça, quando Clarissa fala que ele é, na realidade, uma verdadeira libélula.

Cena: Música estilo salsa tocando ao fundo; som de passos; som de aplausos; som de passos; mãe e filha conversam sobre a dança da mãe; som de grilos; mãe se despede de Clarissa dizendo que vai encontrar Lourival; som de passos; som de grilos; som de passos mais apressados; som de grilos; gritos; som de gente se atracando; gritos de socorro; som de luta corporal; tapas, socos; som de mulher chorando desesperada.

Cena imaginodescrita: Aqui, reforçando o caráter frustrado e traumatizado de Gilberto, aparece ele e a mãe de Clarissa dançando salsa, por isso a música de fundo e os aplausos. A mãe usa um vestidinho típico para a dança, vermelho, curto, rodado, sapato de salto, uma flor no cabelo super elegante e o Gilberto, por sua vez, veste sua roupa de bailarina, saia de pom pom e sapatilha de ponta. Puts, o cara ta frustrado mesmo, que coisa! Ao final da dança, mãe e filha saem andando pela rua, a sinfonia de grilos denuncia que estão andando por um lugar ermo, perigoso, pode ser uma picada dentro do mato, uma rua deserta ladeada de vegetação, enfim, um lugar não recomendado para duas mulheres andarem sozinhas. A mãe se despede de Clarissa a uma determinada altura do percurso e Clarissa segue sozinha no restante. Ah, esqueci de dizer que ela está usando sua roupa de boxeadora, luvas, calção e sapatilhas. Como está de noite e um pouco frio, ela usa aquele hobby por cima. Nass costas está escrito: “Academia do Massaranduba”. Chega um Zé Mané desavisado e começa a seguir a dama, daí não dá outra, Clarissa chega junto do desinfeliz e soca o malaco até cansar. E da-lhe porrada no coitado, o som do massacre não deixa dúvidas. Realmente não vai ser fácil pra ninguém conquistar essa deusa. Quando termina a cena e mostra a massaroca que restou do coitado no chão, nota-se que era o Heitor. Bem feito!! Ela se vingou legal!! ! Pelo jeito a nossa heroína é da política olho por olho, dente por dente!!

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