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As cariocas imaginodescritas!! A Vingativa do Meyer parte 1/3

Publicado em: 31 de outubro de 2010 às 16:33.

Ilustração: Foto de Adriana Esteves e Airton Graça protagonistas da novela

Olá pessoal, estou eu aqui de novo para trazer a vocês mais um capítulo da séria série “Dedique uma imaginação para quem você ama!!”. Esta série é dedicada, do fundo do meu coração imaginador para a minha querida professora Lívia Mota, afinal, foi ela a responsável por tudo isso que sei em termos de imaginodescrição!! Brigadão ai viu fessora!!

Foi ao ar na Rede Globo, terça-feira dia 26 de outubro, mais um episódio da série “As cariocas” que eu estou sendo obrigado a imaginodescrever por absoluta falta de audiodescrição, recurso de acessibilidade para pessoas com deficiência visual, entre outras deficiências, conhecerem os detalhes de um programa de televisão, uma peça de teatro, um filme no cinema e assim por diante.

Como infelizmente a dona Globo e todas as outras redes de televisão, que por incrível que pareça são uma concessão pública, não colabora com o público em geral, no qual as pessoas com deficiência estão inseridas, exibindo toda sua programação com aquelas cenas mudas, lacunas, imagens repletas de sons e nada de diálogos, temos que fazer das tripas coração e tentar imaginar alguma coisa para saciar nossas sedes de acessibilidade e cidadania! Até quando santo Ministério da Cultura!!

Mas deixando a política de lado, afinal, temos nossos representantes no poder para cuidar desses assuntos, por exemplo, CONADE e Super CORDE (bom, será que temos mesmo?!), Imaginemos que sim Né? enfim, vamos ao que interessa e que é saber o que se passou no referido episódio.

A vingativa do Meyer Parte 1/3:

Click aqui para conferir o vídeo imaginado
Cena: O episódio inicia com a sua trilha sonora característica; o narrador começa falando do bairro do Meyer, dizendo que é a princesinha do subúrbio; diz que ali não tem praia, mas está cheio de sereias nas piscinas; diz que por causa das sereias, muitos marmanjos ficam urubuzando as beldades; dentre elas, apresenta a heroína da noite, Celi, a vingativa do Meyer!

O narrador volta a tecer elogios à Celi; ao fundo som de água, som de pessoas na água brincando, crianças, pessoas conversando ao ar livre; duas mulheres conversam sobre sexo; uma reclama pra outra que está na seca; a outra responde que o Djalma está trabalhando demais; mulher pergunta: mãe, desde quando sexo cansa; diz que o Djalma deve ter um caso; voz de homem velho chama por Jacira convidando para uma rodada de biriba; voz de homem velho diz: tudo bem minha filha; voz feminina responde que sim.

Cena imaginodescrita: Acredito que as duas mulheres sejam a heroína Celi, que é casada com alguém chamado Djalma, conversando com sua mãe, que se chama Jacira e que o homem velho seja o pai de Celi. Elas estão sentadas a beira da piscina. O que me deixou intrigado foi a forma que o narrador apresentou a Celi, chamando-a de sereia. Será que a Globo vai investir no cinema mitológico? Já sei, a Celi é como a personagem do filme “Splash, uma sereia em minha vida” que assisti faz anos. Ela gostava de um carinha e virava mulher normal quando estava no seco e sereia quando estava no molhado. Que legal a Globo resgatar essa temática! Na verdade é um filme sobre aceitação das diferenças, preconceito, etc. Realmente a dona Globo está investindo pesado no trato da diversidade humana! Ou aqui seria diversidade pisciana?! Bom, seja de qualquer maneira, vamos seguir a história que agora fiquei curioso.

Se as duas estavam à beira de uma piscina, tudo leva a crer nisso pelo som de crianças brincando na água, então a Celi deveria estar com o rabão de sereia aparecendo. Nossa! Fico imaginando a cara do pessoal em volta. Então ela só usava a parte de cima do biquíni, pois as escamas tampavam as partes baixas! Sua mãe com aquele conjunto tradicional para senhoras, aquele biquinão com pernas e mangas compridas e com babadinho nas pontas, afinal trata-se de uma senhora recatada. Ao fundo podemos vislumbrar muitas crianças com aquelas bóias de pneu de carro dentro da água. Vemos também mesas cheias de comidas, panelas, garrafas de tubaína, coisas típicas de farofeiros de plantão, coisa de pobre!! Eu sei disso porque eu também levo o meu kit frango quando vou ao clube tá? Sei dessas coisas, Nadar em piscina dá uma fome do cão!!

Cena: O narrador comenta sobre mulheres que são muito desconfiadas e que parecem verdadeiros detetives; som de coisas sendo remexidas; som de televisão falando sobre traição; som de chaves abrindo porta; Celi oferece jantar ao marido; ele recusa e diz que precisa trabalhar; som de chaves e porta sendo aberta e fechada; o narrador fala sobre o trabalho duplo do marido; fala sobre a tentativa de sedução de Celi, com lingerie e perfume paraguaio; Celi fala ao marido que deveriam reviver a lua de mel; o marido desdenha dizendo que passou mal em Petrópolis; som de alguém assoprando alguma coisa; som de mulher gritando como se estivesse lutando com alguém; som de pancadas, gritos, palavras desconexas.

Cena imaginodescrita: Pela dica do narrador imagino que Celi já está em sua casa, agora já com as pernas normais e não com o rabão de sereia, revirando as coisas do marido em busca de alguma pista da traição. A voz masculina da cena deduzo que é do Djalma. O ambiente é simples, uma sala com sofá listrado de azul, paredes amarelo limão, uma estante de cerejeira onde encontram-se um aparelho 3 em 1 da marca Aiko e uma televisão da marca Sharp. Existe também um tapete preto de franjas brancas no chão e uma mesa de centro de vidro sobre este tapete. Esqueci de falar do quadro na parede ao lado no qual se vê um macaco com a boca escancarada escovando os dentes com uma escova de banho. Legal, gostei desse quadro, eu sempre quis ter um desses na minha sala quando era adolescente.

Parece que a Celi está com a franga presa, mas o maridão não tem colaborado. Acho que talvez ele ficou enjoado com o cheiro de peixe. Para amenizar um pouco a fedentina de bacalhau a Celi pediu um perfume de primeira para a muambeira que trouxe logo um de litro. A lingerie infelizmente é aquela mesma da Luciana, do episódio passado, porque a mini série é de orçamento baixo e eles estão aproveitando todos os recursos disponíveis. Sim caros leitores, aquela encrenca do conjuntinho bicolor! Deus nos livre!! Depois ela reclama que o maridão não quer nada, também pudera!

Mostram então os dois na cama, quando a Celi fala pro marido sobre a nova lua-de-mel e este rejeita a idéia. O quarto é mobiliado com uma cama da marca Bartira, certamente comprada na Casas Baia, combinando com o guarda-roupa, dois criados-mudos e uma pequena cômoda, no qual se destaca o litro de perfume do Paraguai que a Celi comprou da amiga. O Djalma já está de pijama azul de listras amarelas e a Celi vestindo o conjuntinho bicolor e com um ar todo oferecido. Depois de ignorar a provocação da esposa o Djalma sopra uma vela que está no criado-mudo ao lado da cama. Imagino que a situação dos dois não esteja bem e eles estão precisando economizar na conta de luz usando velas para iluminar o quarto. Bom, deduzo isso pois a Celi trabalha como professora e o marido está precisando ralar em dois empregos. A coisa não está legal nem mesmo para atores e atrizes globais!

Após o marido dormir, Celi vai para a sala e liga a televisão procurando assistir alguma coisa na telinha quando encontra um programa de luta livre feminina, por isso ouve-se aquele som de mulher brigando, lutando, se pegando. Celi se identifica com o programa por estar p da vida com o marido, primeiro porque ela desconfia que a frieza dele seja por motivo de ter outra mulher, segundo por ter deixado ela na mão de novo. Como a vontade dela é de dar uns tabefes no maridão, ela sacia sua vontade vendo aquele programa tosco na madrugada imaginando que a pessoa que está sendo socada no ringue é o Djalma!!

Cena: Celi e sua mãe conversam ao ar livre; som de muita gente falando alto; as duas parecem caminhar na rua; Celi pergunta o preço de algo e pede ao vendedor; Celi queixando-se pra mãe diz que vai dar um jeito de arrumar um amante; o narrador comenta as três possibilidades de traição de uma mulher do Meyer.

Celi cumprimenta alguém na rua; som de passos rápidos; som de gente se esbarrando; Celi chama alguém de Denise; as duas conversam sobre feira, lingerie e namorados; Denise comenta que torrou seu cartão de crédito em roupas íntimas para a festinha noturna; uma pede para a outra não reparar nos barulhos noturnicos; despedem-se; o narrador comenta que Celi chega disposta a matar ou morrer naquela noite; som de porta se abrindo e fechando; Celi fala alto com o marido que ele está ausente; questiona se ele tem outra mulher; o marido fica ofendido e pergunta se ela está ficando doida; diz que não tem tempo pra nada a não ser trabalhar; som de porta se fechando; som de gemidos altos; som de rala e rola; alguém fala de mordaça; o narrador comenta que a vingança de Celi será malígrina! Intervalo.

Cena imaginodescrita: Celi e sua mãe fazem a feira durante a conversa. As duas carregam sacolas que vão enchendo de frutas, verduras e legumes enquanto caminham e conversam. Na sacola de Celi vemos um pacote de mandiocas, um de nabos, outro de cenouras. Nossa! Quantos tubérculos a Celi está comprando, será que ela seria tão vegetariana assim ou seria tão solitária?! Credo, que imaginação libidinosa a minha! A mulher é casada e eu imaginando essas coisas feias. Desculpem caros leitores. O problema é que o maridão não anda comparecendo, então vale imaginar que ela esteja dando um jeito por conta própria Né?!

Quando Celi conversa com Denise, imagino que se encontraram ao chegarem em casa, o som de gente se esbarrando parece ser de alguém entrando em um elevador. Elas devem ser vizinhas, por isso comentam sobre incômodos com os barulhos a noite e assim por diante. Naquela noite ao ser rejeitada novamente por Djalma Celi vai assistir televisão, mas desta vez ela trouxe um DVD erótico da locadora, por isso aqueles sons abafados, gritos e gemidos. Rola até uma mordaça!! Huuummm. Pelo jeito a Celi tem um gosto bem tórrido para filmes erótcos!! Enquanto ela assiste ao filme, a câmera fecha sobre a mesa de centro da sala mostrando aqueles tubérculos que a Celi comprou na feira. Bingo!! Eu não disse?! Bom, mas deixa pra lá, cada um se vira como pode!! Enquanto o filme rola o narrador comenta sobre a vingança terrível de Celi.

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