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O melhor pra atravessar – Paródia sobre falta generalizada de semáforos sonoros no Brasil

Publicado em: 1 de julho de 2020 às 4:14.

Paródia da música “O melhor vai começar” de Guilherme Arantes.

Contextualização: Não cansamos de cobrar do poder público municipal em todo Brasil a instalação urgente de semáforos sonoros nos cruzamentos de ruas e avenidas, para que pessoas com deficiência visual possam circular com segurança e independência pelas cidades em seu dia-a-dia de trabalho, estudo e lazer. Semáforos sonoros são aqueles que emitem algum tipo de som de alerta para informar ao pedestre cego se ele pode ou não atravessar algum cruzamento em um determinado momento. As pessoas cegas, além de enfrentarem milhares de obstáculos nas calçadas absurdas que temos nas cidades, ainda perdem tempo ou precisam se arriscar na travessia de ruas e avenidas por onde passam. Se não fosse pela solidariedade de outros pedestres, as pessoas cegas teriam imensas dificuldades para ultrapassar esse obstáculo que é um simples cruzamento semafórico em algum lugar desse país. Não é por falta de leis que isso acontece, afinal, desde o ano 2000, com a Lei 10.098/00 que esse dispositivo de acessibilidade é obrigatório e os prefeitos fazem questão de ignorá-lo. Infelizmente as pessoas cegas no Brasil não tem nenhum tipo de representatividade política de qualidade que possa lutar por esse direito e muito menos os movimentos sociais organizados tem capacidade de pressão e disposição para essa cobrança. Nós do MOLLA, fazemos o que podemos, mas infelizmente é muito pouco diante de tanta indiferença por parte dos gestores públicos. Até quando isso vai não sabemos, mas vamos continuar batendo nessa tecla.
#pracegover
Esta paródia é ilustrada por 3 trechos de vídeos que são descritos a seguir:
Trecho 1. Imagem real de um jovem rapaz cego, usando bengala, descendo a escada de um prédio e atravessando a rua, fora da faixa de pedestre e na frente de carros e moto, fazendo que os mesmos parem ou desviem dele. Em vários momentos percebe se que ele está confuso, devido ao barulho dos carros; Trecho 2. Imagem de animação de um pombo, em cima de um semáforo, onde as luzes verde, amarelo e vermelho acendem; Trecho 3. Animação computadorizada de um indivíduo saindo de um prédio e tentando atravessar a rua. Olha para os dois lados e, não vindo nenhum veículo, coloca o pé na rua, mas logo começam a passar carro, caminhão, trem e até um míssil. Mesmo com os carros passando ele atravessa, chegando ao outro lado; Trecho 4. Repete o trecho 2. Fim

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Involuções por minuto: Paródia sobre falta de representatividade na luta de deficientes visuais

Publicado em: 1 de junho de 2020 às 4:39.

Da música “Revoluções por minuto” do grupo RPM.
Pois é galera, agora a cegolândia está diante da proposta de regulamentação do jurássico Tratado de Marraqueche. E como todos podem perceber, os maiores interessados e defensores do bicho são sempre os mesmos, uma organização representante de cegos e uma instituição prestadora de serviços para cegos, que na verdade são uma única entidade, haja visto o endereço físico de ambas que é um só e a coincidência de pessoas que atuam ao mesmo tempo nas duas. A instituição que criou e financia a organização e a organização que trabalha pelos interesses da instituição, nada mais conveniente não é mesmo?! A última dessa dupla dinâmica é o esforço pela regulamentação do Tratado de Marraqueche, que, se fosse um veículo, seria tão moderno quanto um Ford bigode comparado a um carro elétrico da Tesla. De qualquer maneira, esse tratado está posto, já faz parte do arcabouço legal brasileiro e o pior de tudo, tem força constitucional, ou seja, é mais forte do que a LBI, Lei Brasileira de Inclusão. Com relação aos cegos, é clara a intenção do Tratado, ou seja, fazer com que toda a liberdade, com relação ao acesso ao livro e a leitura, que conseguimos na LBI seja retirada e voltemos a ter nossas vontades e necessidades tuteladas pelos mesmos “donos de cegos” de sempre. E se o Tratado em si já é algo medonho, o panorama pode ficar ainda pior se o texto da regulamentação também for definido sozinho por esses mesmos interessados. Quer dizer, eles conseguem trazer o tratado para o Brasil, aprová-lo, e por fim regulamentá-lo, uma tempestade perfeita. A única saída agora será os indivíduos com deficiência visual de bem, assim como as instituições verdadeiramente representativas e sérias do movimento de cegos entrarem nesse jogo e tentarem contribuir com suas sugestões para o texto de regulamentação. O grande problema é que a plataforma de participação na consulta pública não é acessível para pessoas com deficiência visual, não existe transparência no processo e tudo parece ser um jogo de cartas marcadas. Por isso cabe a todas as pessoas com deficiência que prezam por sua liberdade de escolha denunciarem essa vergonha e exigirem participação plena e acessível nessa discussão. Extremamente importante também é que o movimento de pessoas com deficiência visual tenha uma representação nacional digna e voltada às suas reais demandas e não apenas aos interesses particulares e corporativos de alguma pessoa ou instituição. E são tantas as nossas demandas não é mesmo? Falta de acessibilidade nas máquinas de cartão, semáforos sonoros inexistentes, empregabilidade ínfima, urnas eletrônicas sem acesso pleno, falta de Desenho Universal em todos os eletrodomésticos e eletroeletrônicos, a LBI ameaçada a todo momento, mas a instituição prestadora de serviços para cegos que controla a organização representante de cegos só pensa em tutelar nossa leitura. Por que será? Elementar meu caro Watson, tem muita grana envolvida nisso e ninguém rasga dinheiro não é mesmo?
#PraCegoVer
Este vídeo inicia com a imagem de Hitler, em pé e discursando, na sequência aparece um oficial a cavalo, prestando continência, e soldados executando homens a tiros. Logo em seguida, um pequeno desfile militar, soldados saltando de avião, seguido por várias imagens de guerras e batalhas, em terra e no mar, sendo que, em algumas delas, aparecem a bandeira norte-americana. Mostra oficiais e autoridades, soldados entrincheirados, várias explosões e tanques de guerra, destruindo tudo pela frente, bem como, navios e barcos em alto mar. Bombas e torpedos sendo lançados. Soldados usando lança-chamas e aviões lançando pacotes pendurados em pequenos paraquedas para os soldados em terra.
Termina com vários soldados correndo para atacar o alvo.

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